domingo, 2 de junho de 2013

À flor da pele






À flor da pele


No teu corpo escrevo
versos desnudos...

No solfejar das carícias
minhas mãos
tecem alquimias
Excitam...

À flor da pele
libido pulsa
como o fogo ardente
devorando a lenha

Ávida 
mordo os lábios
engulo gemidos
e tu lês o avesso
dos segredos inquietos
nas pétalas abertas
dos meus desejos

Eu um poema sôfrego
Em brasa
sorvo de ti o verbo
bebo goles de prazer
engulo a lava
embriago-me de ti
escrevo poesia

Van Albuquerque

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