sexta-feira, 21 de junho de 2013

Meu desejo





Meu desejo


Você é meu querer
meu desejo insano
Quero em ti me perder
repousar meu desejo

No teu corpo quente
despir minhas vontades
aninhar suavemente
meu desejo ardente

No jogo de sedução
entregar-me as carícias
de suas mãos ...
Vestir minha pele de prazer

Em teus lábios úmidos
sentir o gosto da sua boca
saciar meu desejo
minha fome de ti...
A paixão me consome
envolvo-te em meu desejo
incendeio de amor seu querer
 e teu corpo alimenta o meu

Van Albuquerque

Medo de amar




Medo de amar


Estou com medo
de me entregar ao nosso amor
de sentir na tua ausência
o encanto mágico
a dor prazerosa da saudade
explodindo no peito
tomando conta de meu coração...
Medo de despertar do sonho
que contigo estou vivendo
com minha’lma magoada
dilacerada, pela tristeza
meu coração sangrando
ferido, pela dor do desamor

Van Albuquerque

Meu amor é paciente



Meu amor é paciente


Meu amor por ti
é um sentimento sábio
verdadeiro e indelével


Paciente saberá esperar...
Aguardará se abrir em ti
a porta da sua solidão
Sorrateiro adentrará tua alma
astuto habitará teu coração
Fluirá lentamente
Sem dúvidas ou medos
despertará seus anseios
teus desejos para a vida


Teu carinho acolherá
aconchegará em teu peito
o mais belo dos sentimentos...
Todo o meu amor por ti

Van Albuquerque

Solidão




Solidão


Solidão é companhia
No vazio do meu silêncio
acalento suave da dor
Em meu coração emudecido
dor funda, que dói na alma
pulsa, lateja em meu peito...
Lágrimas lavam meu rosto
dentro de mim águam
um jardim primaveril sem cor

Van Albuquerque

Bem - me - quer




Bem - me - quer




Bem - me - quer
mal - me - quer
bem - me - quer...


Na ponta de meus dedos
a incerteza do seu amor...
A despetalar tão linda
e delicada flor


Em meu olhar ansioso
esperança...
Desejo de parar
no bem - me - quer

Van albuquerque

domingo, 9 de junho de 2013

Nosso amor de ontem




Nosso amor de ontem

Sem tempo
nasceu antes do tempo...
Inconfesso segredo
atravessou as noites
pulou as madrugadas
Sem gosto de hoje
nublou manhãs ensolaradas
Sem sabor de amanhã
feito um terremoto passou
Em nossa boca deixou
um apetite voraz
um vazio...
A vontade de um amor
mal resolvido
A dor aberta sangrando
a ausência sutil
da poesia pincelando
amor no olhar


Van Albuquerque

Espera-me?





Espera-me?


Quando a noite chegar
sem pressa
adormeça sereno

Sinta gotas de mim
a fragrância singela
do meu amor por ti
Perfume denso
se esparramando
desfolhando carinhos
acendendo a chama
colorindo de aromas
seus desejos

Espera-me nos teus sonhos?


Van Albuquerque

Silêncio




Silêncio

Sinto em mim
um silêncio desnudo
que fala
te chama na penumbra
e não diz nada...

Van Albuquerque


Sem nós



Sem nós...


Não gosto
de te ver
tão triste assim...
Coração sufocado
olhar perdido
no vazio de nós...
Eu sem ti
você sem mim...

Van Albuquerque

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Artesão





Artesão

Em silêncio
tu abres a janela
da minha alma
Molda...
Lapida seu nome.

Van Albuquerque

Canção do meu dia





Canção do meu dia



O silêncio canta
encanta...



Sua voz é sol
abrindo os portões 
arejando minha manhã...



Com você,
meu dia nasce 
numa canção
escrita num céu
de toda cor...



Van Albuquerque



domingo, 2 de junho de 2013

Resquícios de amor






Resquícios de amor


Em minhas mãos
o tempo urge
escorre lento

Abro as mãos
no vão das palavras
resquícios de nós
de um amor findo

Van Albuquerque
12/12/09

À flor da pele






À flor da pele


No teu corpo escrevo
versos desnudos...

No solfejar das carícias
minhas mãos
tecem alquimias
Excitam...

À flor da pele
libido pulsa
como o fogo ardente
devorando a lenha

Ávida 
mordo os lábios
engulo gemidos
e tu lês o avesso
dos segredos inquietos
nas pétalas abertas
dos meus desejos

Eu um poema sôfrego
Em brasa
sorvo de ti o verbo
bebo goles de prazer
engulo a lava
embriago-me de ti
escrevo poesia

Van Albuquerque

O primeiro beijo




O primeiro beijo



Mãos entrelaçadas
calor de verão...
No coração um frio
de outra estação...

Borboletas bailam
no estômago
e o amor muda
as cores do mundo...

O céu ora anuviado
se tinge de azul jeans

O sol brilha doura os lábios...
O beijo morno saliva
os momentos vindouros

Van Albuquerque

Outra estação



Outra estação...


Tu sabes meu amor
em nossos corações
o calendário mudou...

Hoje nasceu outra estação
Permeada de melodias
de cores novas
de promessas
de vida...

Agora é tempo
de juntar as vogais
com as consoantes
Sem pressa
escrever em versos
nossa história de amor

Tu sabes meu amor
tempo de trocas de carinhos
de verdades...
De beijos só nossos
silabando amor no poema

Van Albuquerque

Fogo e gula




Fogo e gula



A noite passada
alheia aos nossos instantes
de fogo e gula
se adianta pela janela

... Sua voz rouca cala
Grossa ofega...
Seus beijos
de língua e saliva
queimam meus lábios...
Incendeiam o céu
da minha boca
e descem orvalhando
a curva rasa
do meu pescoço...

O sal da sua pele
sobre a minha pele...
Um frêmito urgente
lateja...
Nossos corpos entrelaçados
atravessam juntos
a esquina dos desejos

Van Albuquerque