quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A chuva cai...





A chuva cai...




A chuva cai de leve

A brisa suave e úmida
trás consigo a fragrância delicada
o cheiro da terra molhada...


A chuva cai suavemente em mim
Lava meu corpo sedento
molha meu coração seco
inunda minha alma entristecida


lentamente tento com a chuva lavar
apagar da minha memória
teu rosto teu olhar teu sorriso...
Da minha boca o sabor do teu beijo


Gotas macias molham lembranças
gélidas congelam a saudade de ti...
Não consigo lavar da minha pele
suas carícias e o calor de teu corpo...

Van Albuquerque

Nosso ninho de amor








Nosso ninho de amor




Em nosso jardim secreto
o crepúsculo chega sorridente
colorido por tons pastéis
Um presente da natureza para nós

Cúmplice a relva verde e macia
salpicada de flores delicadas e singelas
nos acolhe sem pudor...
Solícita nos oferece um ninho de amor

Suas mãos brincando com a brisa suave
encontram meu corpo

 desnudam...

Carícias quentes e precisas

buscando na satisfação dos desejos
o prazer


Num toque mágico o tempo para
o calor da paixão 
avassalador nos invade...
A fragrância suave da relva
mistura-se ao cheiro do nosso amor

Feliz e aconchegada em seu peito
sinto o calor de seu hálito quente
ouço sua voz rouca e cálida
sussurrando em meu ouvido
Eu amo você!...

Van Albuquerque

Teu mar...



Teu mar...


Encantada por teu olhar
navego nas ondas do teu mar ...


Feito uma náufraga

sem rumo
errante ao luar...


Sem destino 
submersa nas carícias

voluptuosas de tuas mãos
atraco na ilha ardente
do teu mar de desejos


Marulhando 
o suor salgado da paixão

entrego minhas vontades
aos murmúrios das ondas calmas
que beijam o teu mar...


Van Albuquerque

Dor do Des(amor)







Dor do Des(amor)


Quando você surgiu
meu coração carente
a ti se entregou
sem tormentas acalmou-se...

Poetando pintei
a vereda suave
de sonhos coloridos
que juntos percorreríamos

Ilusão desfeita sonho acabou...


As lágrimas não calam
o sangue verte denso
em meu peito

Nos meus versos tristes
amor é utopia...
Fragilizando meu ser
dor do des(amor)

Van Albuquerque

Sedução






Sedução


Minha pele macia
exala desejos
Teu corpo é meu refúgio
Atrevida me aproximo de ti...

Meu olhar misterioso
te encanta...
Lê tuas vontades
desvenda seus segredos...

Minha boca te fascina
cala teus lábios
caminhando por seu corpo
cobre sua pele de carinhos...


Van Albuquerque


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Tua




Tua

Desnuda meu corpo
Afaga as nervuras
da minha pele
Arrepia...
Descobre meus desejos
escondidos...

Me faz nua
Me faz tua...

Van Albuquerque


Fogo






Fogo

O corpo
em brasa ofega
Da boca macia
escorre desejos

Um aroma vermelho
arde no beijo

Van Albuquerque

Mar de amor






Mar de amor

Brisa quente
Mar de amor
ondas de desejos
desnudam o sol...

Afagam a pele
sob os lençóis...

Van Albuquerque

Invasivo




Invasivo

No vão da noite
tuas mãos
chegam silentes
despetalam meu corpo

Tua boca úmida
aquece minha libido

Feito gotas de orvalho
teus beijos macios
tombam levemente
Á flor da minha pele
vestem-me de carinhos

Invasivo você hiberna
dentro de mim

Van Albuquerque

(Reeditado)

Distância






Distância

Dei-me conta do breu
se adensando no vão aberto
 numa página nua da espera

Do tempo quieto...
Sem pressa desfiando
a paciência das horas
Limpando a poeira
ressequida das lágrimas
no meu olhar
Da distância muda
sufocando os afagos
ceifando a voragem
dos meus desejos

Dei-me conta
da lonjura de tudo
que há entre nós.


Van Albuquerque

Saudade de ti




Uma página de saudade 


Abro uma página
dobrada no mar

Roço a maciez
morna da água
e a saudade de ti
chega junto
com a espuma
branca dos sonhos

O sol se esconde
Meu olhar embaçado
mancha o céu
Chove poesia

Van Albuquerque

(Reeditado)

Verso esquecido





Verso esquecido


Ontem
eu era leitura diária
Um poema ousado
escrito nas nervuras
do seu corpo
Acariciante
Excitante...
Hoje
sou palavra tolhida
Um verso esquecido
soletrando saudade
num canto do silêncio

Van Albuquerque

Sangrando






Sangrando

Longe de ti
minha dor
não estanca
Rasga o silêncio
e sangra nua
Na rua
na lua...

Van Albuquerque

Aroma




Aroma

Sei do aroma
que seu corpo exala
Conheço o sal
que escorre
de seus desejos

Van Albuquerque

Esperando-te




Esperando-te

As palavras do poema
inquietas debruçam-se
nas linhas desbotadas
Olham para o céu
contam as horas...
Sem pressa
passa o tempo
chove
não chove
faz sol
faz frio
escurece...
Amanhece e meu amor
paciente espera-te
na página amarrotada
dos meus dias

Van Albuquerque

Desejos







Desejos

Guardei na pele
seus gemidos
e a rouquidão incontida
de seus desejos

Van Albuquerque