segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ewige Wiederkunft


Ewige Wiederkunft



Estou relendo o que escrevi séculos atrás...
Na paisagem descansa um poeta
Ele não é de falar...impõe as vezes,
mas apenas com os olhos...
E enxerga o mundo
branda serenidade
esgueira-se nas sombras
embrenha-se nas letras
entorna sentimentos dilacera a alma
Os olhos do poeta se calam
vai ao terraço fecha as portas do tempo
através da vidraça compõe poesia
Reacende seu universo
deitando versos escrito à sangue
em folhas mortas pela noite
Num ritual esquecido,
inflama devaneios
invoca saudades
Libera sonhos rubros
E oferta seu coração
como palavras
ditas para o sempre
envoltas no semblante morno do vento
Eterno retorno

Brain-Van Albuquerque