quarta-feira, 17 de março de 2010

Tu és


Tu és


O cheiro das noites
o ruído surdo
das madrugadas
a poeira da estrada
misturada aos vestígios
cálidos dos meus dias

Minhas horas vazias
meus goles de saudade
bebidos na taça
cristalina da eternidade

O toque sutil do desejo
porções tímidas de ti
roçando minha pele
espalhando lembranças
pela memória do tempo

Tu és minha insensatez
os versos incendiados
da poesia derradeira
fragmentada e escondida
dentro do meu peito


(Van Albuquerque)
27/01/10

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