segunda-feira, 8 de março de 2010

Sutil




Sutil


Cheiro de amor
a flor da pele areja
um néctar vindouro
quente sussurra
aveludado querer
desnuda poros

Finda a madrugada
em nossos corpos nus
papoulas rubras
sutis desabrocham
florescem sem fim
adormecem o aroma
orvalhado e doce
do amanhecer

Cores fugazes
absorvem pingos cereja
crepúsculo se acende
nuances se misturam
alquimia de prazer
gotejando desejos
em tom carmim
sobre um vasto jardim
macio de cetim

(Van Albuquerque)
08/01/10

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