domingo, 28 de março de 2010

Solidão





Solidão


Os passos farfalham
presos a solidão
e a boca sedenta
sangra na noite
buscando uma brecha
entre um silencioso
sim e um não
E os olhos secos, ávidos,
continuam a dançar
uma melodia sem voz
Brusco breu se faz
Na mão trêmula
a lua quebrada
no chão estilhaços da alma
de uma espera atroz
ilhada minguando
no vazio do nada

(Brain – Van Albuquerque)
18/02/10

Nenhum comentário: