segunda-feira, 8 de março de 2010

É coisa de poeta


É coisa de poeta


Calar a voz
e uma palavra
escondida vagar
pelo canto
escuro do olhar

A alma arder
no véu do lume
apagar a chama
e soluçar de amor

É coisa de poeta
essa doidice
de enrijecer no peito
o coração diluído
estancar fragmentos
de aflita dor
escrever saudade
e ainda falar de amor


(Van Albuquerque)
21/01/10

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