segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ewige Wiederkunft


Ewige Wiederkunft



Estou relendo o que escrevi séculos atrás...
Na paisagem descansa um poeta
Ele não é de falar...impõe as vezes,
mas apenas com os olhos...
E enxerga o mundo
branda serenidade
esgueira-se nas sombras
embrenha-se nas letras
entorna sentimentos dilacera a alma
Os olhos do poeta se calam
vai ao terraço fecha as portas do tempo
através da vidraça compõe poesia
Reacende seu universo
deitando versos escrito à sangue
em folhas mortas pela noite
Num ritual esquecido,
inflama devaneios
invoca saudades
Libera sonhos rubros
E oferta seu coração
como palavras
ditas para o sempre
envoltas no semblante morno do vento
Eterno retorno

Brain-Van Albuquerque

domingo, 28 de março de 2010

Uma noite qualquer



Uma noite qualquer


Carente e sem afeto
Imagino coisas
Ouço sua voz rouca
sussurrando no meu ouvido
Teu perfume doce
Invade o ambiente
Inebriando minha’lma
Suas mãos macias
Provocando arrepios
Eriçando meu corpo
Descobrindo caminhos
Minha pele exala o elixir
Do amor,
Do desejo
Da paixão
vermelho, adocicado
com sabor do pecado
movido pela imaginação.
Sinto calafrios
Suor escorre pelo meu corpo
Procuro no ar
seus lábios carnudos
Sua língua
Sua boca suculenta
Sinto a urgência do beijo profundo
Fecundando minhas vontades
Nessa viagem insone e sem volta
Querendo morrer/viver de amor
Sou todo delírios
Num momento insano
E louco
Um amante apaixonado
Com fome
Com sede
Que acordado sonha com Você

(S. Noah – Van Albuquerque)
23/02/10

Jardineiro



Jardineiro


Por ti
me fiz jardineiro
Lancei semente
onde não havia terra
lavrei palavras
semeei versos
plantei amor
cultivo meus sonhos
no solo fértil
do teu coração...

(Nill – Van Albuquerque)
10/02/10

Carícias da noite



Carícias da noite


Cai a noite
e o ar que eu respiro
tem o cheiro nacarado
da tua pele nua
Um olor de festa
chega manso
junto com a brisa
e enfeitiça-me
com tuas malícias

(Van Albuquerque)
28/01/10

Atração



Atração...



Vem desnudar
esse olhar
que te fascina
te faz flutuar...
Vem...
Desvendar segredos
me faz nua...
Me faz poesia tua!...

(Heredion – Van Albuquerque)
30/01/10

Saudade de ti




Saudade de ti


Hoje meus olhos
acordaram rasos d’água
sem sol e chovendo
um mar a dentro

Saudade de ti
não brinca de existir
em mim não silencia
grita dentro
do meu coração

Hoje me acordou
com vontade
desse teu jeito tão seu
tão meu de ser

(Van Albuquerque)
03/03/10

Murmúrios



Murmúrios


Tua voz rouca
me acorda
murmura poemas
ao meu ouvido
Teu olhar faminto
me despe
me veste de carícias
Tua boca quente
molha meus lábios
escreve malícias
na minha pele nua

(Van Albuquerque)
10/03/10

Ainda menina




Ainda menina


Fecho meus olhos
e me vejo ainda menina
Face rosada sorriso feliz
olhar esperto pés descalços
cabelos em desalinho
tranças douradas
se desmanchando ao vento
Menina arteira pula corda
corre na rua
na areia junta conchinhas
constrói castelos
Faceira brinca com a boneca
sonha colorido
Num mundo de faz de conta
menina cresce menina moça
apaixonada viaja nas nuvens
entediada se esconde
no corredor fica invisível
arrumando a bagunça
do coração apaixonado

(Van Albuquerque)
08/03/10


Quereres




Quereres


Sua voz de veludo
chega como brisa
luz de farol
embrenha-se no escuro
entra pela fresta da porta
atravessa os vidros
translúcidos da janela
Luar no céu esparge
arranja os cachos
do meu cabelo
afaga minha pele
sacode meus anseios
alarga a cama
alonga as sombras
dos nossos corpos
em desalinho
Alvoroça nossos sentidos
arde em nós os quereres

(Van Albuquerque)
08/03/10

Febril



Febril


As nervuras rubras
dos meus lábios
estão ressequidas
ardem de febre
sentem sede
da sua boca
do teu beijo

(Van Albuquerque)
05/03/10

Amor derradeiro




Amor derradeiro


Seja você
meu amor primeiro
e o derradeiro também

Artesão das palavras
seja poeta de mim
e deixe que arda
em suas mãos
a nudez do verbo

Descubra-me amor teu
entre os sóis
e as sombras
dos versos estendidos
na sua janela

(Van Albuquerque)
06/03/10

Singeleza



Singeleza


Numa folha do tempo
o sol nasce com preguiça
Uma gota de orvalho
feito conta de cristal
brilha largada
na pétala rasa da flor

(Van Albuquerque)
06/03/10

Suaves lembranças...



Suaves lembranças...


Seus dedos
Suas mãos abertas ...
Deslizam suavemente ...
Palmilham carinhos
Pelo meu corpo nu ...

Roçam caminhos
Descobrem relevos
Os sulcos quentes
Dos meus desejos...

Fecho os olhos
Sinto você em mim...
Vivo intensamente esse momento
Como se fosse a primeira vez

Viajo no tempo tentando resgatar
Tudo que vivemos ate aqui...
perco-me no espaço
Entre a razão e a emoção

Suaves lembranças...
Da maciez dos lençóis
teu perfume chega devagar
aroma fresco de prazer
Tentando preencher
O vazio,
As lacunas existentes
Entre nós
Fruto da distancia
De uma paixão
Uma estória
Mau resolvida.

Te amo
Nessa solidão
Nessa saudade fremente
Que se faz dorida em mim

(S. Noah – Van Albuquerque)
07/01/10

Leia-me




Leia-me



Quando a saudade
não calar teu silêncio
e uma lágrima
marejar teu olhar
Quando a noite nua
se fizer escura de cores
de fragrâncias
Então leia-me
no meio tempo das palavras
na canção
na poesia de amor
que escrevi dentro
do seu coração
e eu voltarei para você

(Van Albuquerque)
08/01/10




Volta poeta...Volta!



Volta poeta...Volta!


Sem você
espio o meu céu
agora frio
nublado e sem cor...
Está chovendo
um torrencial
de saudades aqui...

Poeta
Tua alma lateja
a mais doce poesia
Teus versos
refazem a paisagem
do tempo

Porque você se foi assim...
Quem vai acender
o sol para mim?

Volta poeta...Volta!

(Van Albuquerque)
07/01/10

Texto dedicado ao poeta e amigo Brain

Meu por do sol




Meu por do sol



Eu te vejo por do sol
num dia de céu claro
sem nuvens
se derramando em mim

Versos ardentes
água e fogo
no sal da pele
se aveludando
Inundo-me de ti
dentro do mel doce
dos olhos teus

No silêncio orvalhado
dos teus lábios
minha boca
entreaberta colhe
beijos mornos
e saboreio pedaços
tenros de sonhos

(Van Albuquerque)
22/02/10

Poema silente



Poema silente


Na penumbra
tateio a distancia
entre minha boca e a sua
entremeio teus lábios
voraz bebo teu beijo
no céu da tua boca
respiro ofegante
num poema silente
declamo meus sonhos
escuto tua alma
latejando de desejos

(Van Albuquerque)
22/02/10

Poema azul


Poema azul


Eu fico aqui em silêncio
olhar ansioso
se esvoaçando na brisa
buscando teu sorriso
tuas carícias mornas
o sol quente que aquece
de ti o meu mundo
Eu fico aqui esperando
o sonho de cristal
um poema azul
adornando meu céu de ti

(Van Albuquerque)
19/02/10

Teu silêncio




Teu silêncio


Gosto de ouvir o eco
silencioso da tua boca
ofegando na minha pele
Gosto de sentir
teus lábios sôfregos
arrepiando meus poros
desnudando meus desejos
acordando o poema
adormecido dentro de mim

(Van Albuquerque)
19/02/10

Solidão





Solidão


Os passos farfalham
presos a solidão
e a boca sedenta
sangra na noite
buscando uma brecha
entre um silencioso
sim e um não
E os olhos secos, ávidos,
continuam a dançar
uma melodia sem voz
Brusco breu se faz
Na mão trêmula
a lua quebrada
no chão estilhaços da alma
de uma espera atroz
ilhada minguando
no vazio do nada

(Brain – Van Albuquerque)
18/02/10

Quero sentir...



Quero sentir...


Tua boca calando
meus gemidos
Teu beijo ardente
mudando a cor
dos meus lábios
Teu gosto de homem
escorrendo lento
roçando minha alma
ruborizando
meus desejos

(Van Albuquerque)
17/02/10

Sexto sentido



Sexto sentido


Existe em mim um sentimento,
Algo escondido, adormecido
Que me faz vibrar
Perder a razão
Quando penso em Ti
nua na cama
languida
meus olhos por ti
passeiam
Fico imaginando
Nossos corpos
Nossas mãos
Nossos beijos
feito fogo em combustão
Troca de salivas
desejo é chama acesa
escorrendo lava no olhar
desabotoando palavras
Sussurros se repartem
gemidos inquietos ecoam
pelos cantos
o verbo arde
queima a pele
Acendendo minha alma
volúpia tece poesia
Acalentando nossos corpos
despidos de segredos
despudorados
envoltos em malícias
embebidos em êxtase


(S. Noah - Van Albuquerque)
11/02/2010

Desejo silente



Desejo silente



Minha boca
arde em febre
saliva o silêncio
das falas
dos beijos
Não cala o fogo
é labareda de fome
gota acesa
brasa que desliza
célere percorre
teus cantos
queima o sal
da tua pele
incendeia teus desejos

(Van Albuquerque)
13/01/10

Nua





Nua


Depois que o sol vai embora
tranco a porta do mundo
me desnudo
visto teu cheiro
teu gosto
e meu olhar carente chove
com vontade do sabor
da sua boca úmida
roçando os lábios meus

(Van Albuquerque)
20/02/10

Desfolhar




Desfolhar


Desfolhe o teu olhar
em mim
Tinge de cores
de sabores
cada pétala nua
dos meus desejos

Afague em ti
minha fragrância
deguste meu cheiro

Beije meus lábios
colhe a cereja
bebe meu mar
minha lua cheia
meu sol matutino
mate a sua sede
entardece na tua boca
o sabor rubro de mim

(Van Albuquerque)
12/02/10

A arte de sonhar



A Arte de Sonhar


Sua Boca, Minha Boca
O beijo salivado
Molhado...melado...
Nossas línguas entrelaçadas
Suas mãos, Minhas mãos
desfolham-se
soletram carícias
incendeiam minh’alma
Movimentos sincronizados
Nossos Corpos
Se tocando
Se roçando
Nossos olhos rasos
inebriados calam a voz
Gemidos de prazer,
Sussurros ardentes
Desejos, vontades
permeiam nossas mentes
a pele exala o aroma
Perfume afrodisíaco
versejando
Instantes de prazer,
Inflamando um momento
Sublime, uma estória de amor


(S. Noah - Van Albuquerque)

11/02/2010

Das cores



Das cores


Sou todas as cores
aquarela de sabores
o toque sutil
dos desejos
roçando tua pele

Depois
sou o azul do mar
mergulhado dentro
dos olhos teus

Sou mulher saciada
fragmentada em cores
em palavras

(Van Albuquerque)
09/02/10

Dia azul



Dia azul


Acordei semeando
um dia azul
no céu um sol quente
amorna a essência
de cada palavra
Cortina aberta
janela escancarada
de versos e rimas
faz florir lá fora
a mais bela poesia

(Van Albuquerque)
09/01/10

Meu olhar



Meu olhar


Minha boca
feito um cetim
róseo e sedoso
enrubesce de desejos
rouba teu lábios
dialoga carinhos

Nua segreda-lhe
minhas vontades
roça teu corpo
verseja febril
desperta gemidos
desnuda teus poros
arrepia teus ais

No silêncio
macio dos lençóis
meu olhar
astuto se descortina
tênue de vontades
faz amor com o teu

(Van Albuquerque)
07/01/10

Sabores



Sabores


Meus lábios
se aveludam febris
Da madrugada
sorvem o sereno
salivam devagar
a urgência tua
Todos os sabores
o gosto quente
de você se adensa
na minha boca

(Van Albuquerque)
03/02/10

Deixa-me




Deixa-me


Sê tu minha
poesia
torna-te
versos meus...
deixa-me ser
tuas letras
escrevendo
sentimentos nus
de amor
versejando cálido
dentro
do teu coração...

(Nill-Van Alburqueque)
30/01/10

Inconfesso



Inconfesso


A doçura
do olhar copioso
transborda saudade

Boca agoniza
o gosto silente
dos desejos

Inconfesso amor
segredo a alma
Opiada de ti
ensaio estrofes

Coração triste
balbucia versos
tropeça nos ais
nas curvas
tortas da solidão
poesia lateja febril

(Van Albuquerque)
30/01/10

Colorindo



Colorindo


Acorda as cores
e colore de sonhos
meus desejos

Pinta um céu azul
um sol de verão
e me aquece de você
na palma da tua mão?

(Van Albuquerque)
29/01/10


quarta-feira, 17 de março de 2010

Guarda-me


Guarda-me


Meu beijo só respira
no silêncio morno
dos teus lábios
Guarda meu sabor
no céu úmido
da tua boca


(Van Albuquerque)
29/01/10

Folheando capítulos


Folheando capítulos



No céu da minha boca
as palavras estão gastas
minúsculas se escondem
no silêncio rouco de nós


Veja a luz do dia
folhear capítulos
fazer gemer a saudade
dorida de ti
espessa desvanecer


Uma névoa triste
mescla com lágrimas
meu olhar magoado
cansado de sonhos


Nos espaços vazios
um deserto de ausência
escurece os vãos
ergue as paredes
impiedoso apaga
meu sorriso


Fecho as cortinas
sombras se alastram
sussurram um adeus
empalidecem meus versos
encerram nossa história
escrita no cetim azul do céu

(Van Albuquerque)
29/01/10

Melancolia


Melancolia


A noite adentra
minha face
molhada de brisa

Silente minha alma
soluça convulsões
sussurra teu nome

A fonte do meu olhar
chove um mar
insone e suado

(Van Albuquerque)
29/01/10

Carícias da noite


Carícias da noite


Cai a noite
e o ar que eu respiro
tem o cheiro nacarado
da tua pele nua
Um olor de festa
chega manso
junto com a brisa
e enfeitiça-me
com tuas malícias

(Van Albuquerque)
28/01/10

Florescer o amor


Florescer o amor



Hoje é o dia da colheita...
segarei cada verso maduro
florescido e perfumado
da semente de amor,
plantada no jardim poesia
do seu coração

Tuas mãos ceifam
os sentimentos
por ti plantados
dóceis salivam
a singeleza do amor
esparramado nas flores
nos versos
que teu olhar
sutilmente cuidou
com carinho regou
e em mim fez brotar
tua poesia
e florescer amor

(Nill – Van Albuquerque)
28/01/10

Tu és


Tu és


O cheiro das noites
o ruído surdo
das madrugadas
a poeira da estrada
misturada aos vestígios
cálidos dos meus dias

Minhas horas vazias
meus goles de saudade
bebidos na taça
cristalina da eternidade

O toque sutil do desejo
porções tímidas de ti
roçando minha pele
espalhando lembranças
pela memória do tempo

Tu és minha insensatez
os versos incendiados
da poesia derradeira
fragmentada e escondida
dentro do meu peito


(Van Albuquerque)
27/01/10

Teu, meu



Teu, Meu



Teu desejo é mais que uma pétala
É uma pele que acaricia e cola
Transpirando paixão louca
nos colchões do amor
na vastidão do mar
Aflora pensamentos rubros
incendiando a boca sedenta
pelo despetalar do seu corpo ...


É pétala em febre
a flor da pele
porções de mim que enflora
aflora primavera em cor
aguça teus sentidos


Meu desejo é fragrância nua
caminha um céu
acorda o luar
derrete-se em gemidos
beijos ardentes
um cheiro de mar ondeia
a essência pura de amor
que embriaga e satisfaz

Brain – Van Albuquerque
27/01/10

Silente



Silente


O canto dos meus olhos
silentes gotejam
devaneios desfeitos
Deságua em minha face
o silêncio de nós

(Van Albuquerque)
26/01/10

Amanhece


Amanhece


A luz da manhã
queima lá fora
amorna os lençóis
Amor tateia a pele
arrepia poros
entrelaça línguas
respira desejos

(Van Albuquerque)
26/01/10

Desejo


Desejo


Meu peito uma pétala
nua de cetim
teu beijo furtivo arfa
afaga meu ébrio desejo

(Van Albuquerque)
26/01/10

Teus olhos


Teus olhos


No cais noturno do céu
o vento sacode a noite
nossos corpos a latejar
saltam a madrugada
teus olhos vivos
é o guia que apruma
meu desvario
a poesia que paira
e ilumina o silêncio
dos olhos meus

(Van Albuquerque)
25/01/10


Cativo


Cativo


Na ávida distancia
coração é fibra fiada
cativo de ti
em desalinho
segue teus passos
embebe em saudades
cada pedra da calçada

(Van Albuquerque)
25/01/10

Loura menina


Loura menina


O dia amanheceu
febril afugentando
as sombras da noite
colorindo o céu


Réstias de sol quente
banham a face
molhada de brisa
da loura menina


Olhar esperto espreita
aqui e acolá
na quina dos sonhos
se esconde inquieto


Nos lábios nasce
um sorriso de canto
doce e dourado de mel
floresce os campos
enlourece os trigais


No bolso do vestido
loura menina
guarda os sonhos
os brinquedos
os segredos
deixados ao relento
no fundo do quintal

(Van Albuquerque)
24/01/10

Saudade


Saudade


Hoje acordei solidão
dormitando em meu mar azul
salgado de cetim

Abri a janela do tempo
lá fora um céu acinzentado
saudade anuviando meu olhar
sem rumo a navegar
grita teu nome
com fome
com sede de ti
infinda arde
queima um deserto
se derrama toda em mim

(Van Albuquerque)
24/01/10

Deixa-me te amar


Deixa-me te amar



No afago da polpa
dos meus dedos
na quietude suave
das palavras de amor
escritas no poema
na calmaria singela
dessa solidão
que mora cá dentro
de mim

(Van Albuquerque)
22/01/10

Êxtase


Êxtase


Entrelaçar de pernas
corpos desnudos
suados
pele em fogo
entre um gemido e outro
um poema nasce
nos olhos do outro

( Van Albuquerque)
22/01/10

Orvalhar


Orvalhar


Meus olhos ausentes
incessantes orvalham
vertem gotas

Um mar se faz
saudade escorre calada

Impregna meus lábios
com o gosto ocre
do sal da minha alma

(Van Albuquerque)
20/01/10