domingo, 18 de janeiro de 2009

Pranto calado...


Pranto calado...


Na cama vazia
minhas mãos, te procuram...

Meu olhar desolado
derrama, sobre minha face
grossas lágrimas
espessas, acariciam os lençóis

Com saudades de ti
meu choro incontido
lava, desnuda minha alma

Das lembranças, faço palavras
busco, alento para minha dor...
Escrevo mais um poema...

Encontro, o calor do teu corpo
enleado, nas palavras mudas
umedecidas, pela solidão
do meu pranto calado...

(Van Albuquerque)
18/01/09

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